quinta-feira, 27 de abril de 2017

Na pegada do Leão: vivência com Mestre Afonso da Nação de maracatu Leão Coroado


Em maio estaremos com Mestre Afonso Aguiar, da Nação de maracatu Leão Coroado (PE). Fundada em 1863 e uma das mais antigas em atividade ininterrompida desde então.
A programação da vivência com o Mestre:
  • 12/5 Roda de conversas gratuita no instituto Arco-Íris de Direitos Humanos (19h)
  • 13/5 Percussão da Nação Leão Coroado na UFSC (14h)
  • 14/5 Cortejo de encerramento no Campeche (saída da E.B.M. Brigadeiro Eduardo Gomes, av Pequeno Príncipe às 16h)
Valores:
  • R$ 60,00 (até dia 10/5)
  • R$ 80,00
O depósito deve ser efetuado na seguinte conta:
Banco Caixa Econômica
Agência 0657
operação 013
Conta Poupança 00028220-5
Priscila Prazeres
Maiores informações: (48) 99907-2389.

domingo, 23 de abril de 2017

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Maracatu Arrasta Ilha ao vivo na Rádio Guettude diretamente do Pastinho!

É o Maracatu Arrasta Ilha no Pastinho! Fortalecendo a iniciativa da rádio comunitária, divulgando a cultura negra como instrumento de transformação social. Muito bom estar com vocês nesta ação. Obrigada Djavan Nascimento e Mathizy Pinheiro pelo convite! Vida longa a Rádio Guettude!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Recomeço dos Ensaios do Maracatu Arrasta Ilha dia 23/04

Salve! Após nosso recesso anual de quaresma, viemos anunciar que o Maracatu Arrasta Ilha volta a rufar os tambores, chacolhar os agbês, repicar o gonguê e girar as saias a partir do dia 23/04/2017 (domingo). É encontro dominical, é dia de maracatu, é ocupação do espaço público com música e cultura, negra em suas formas e raízes. É canto ancestral vivo em nossos corpos e vozes.

Venha fazer parte desta kizomba, venha fazer parte dessa nação, Aberta todxs.
Axé
Foto: Diogo G. Andrade

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Maracatu Arrasta Ilha: sonhando junto e planejando o ano!

Após o nosso Carnaval de 15 anos - Maracatu Arrasta Ilha na Força dos Orixás!, nos reencontramos neste fim de semana para avaliar nossa caminhada e sonhar junto o ano de 2017 que só termina no próximo carnaval. Logo, logo retomamos nossas atividades! Acompanhe a página e venha participar também!



Fotos: Glória Restrepo Zundt

segunda-feira, 13 de março de 2017

Carnaval Maracatu Arrasta Ilha 15 anos - Na força dos orixás!

A Igreja do Rosário, a Armação, a Lagoa da Conceição, a preparação, o coletivo, a benção, o rufar, o tocar, o dançar, o sorrir, as crianças,o se entregar, o transcender, o brincar, o público... já tá dando saudades do Carnaval 2017. E graças ao olhar de Diogo G. Andrade agora podemos eternizar esses momentos! Com vocês um pouco dos Cortejos do Centro, Armação e Lagoa da Conceição do Maracatu Arrasta Ilha em seu carnaval de 15 anos - Na força dos Orixás!











Fotos: Diogo G. Andrade

terça-feira, 7 de março de 2017

Carta de Repúdio do Maracatu Arrasta Ilha à Prisão do Tambor

O Maracatu Arrasta Ilha vem primeiramente agradecer aos integrantes e público pelo que vivemos nesses dias do carnaval de 2017. Foi um lindo espetáculo de comemoração dos 15 anos do grupo! Na opinião de muitos seguidores, um dos mais lindos carnavais. Nele cumprimos nosso compromisso de reconhecer e valorizar toda ancestralidade e espiritualidade afrobrasileira, através da forma de expressão que é o maracatu nação de baque virado, originário de Pernambuco. Neste carnaval cantamos, tocamos, dançamos, brincamos, contagiamos, celebramos. Prática cultural essa que desde de 03 de dezembro de 2014 é patrimônio cultural de nossa nação brasileira tão rica e diversa.

Contudo, mesmo em tempo de quaresma, não podemos deixar que o silêncio impere quando temos um importante símbolo da nossa cultura apreendido. Isso mesmo, prenderam um tambor! Seu crime? Ecoar cantos de alegria pela praça Bento Silvério, na última terça de carnaval, 28 de Fevereiro de 2017, na Lagoa da Conceição. Este tambor - junto à outros e através de muitas pessoas - celebrava a prática cultural do samba de roda, que é um patrimônio cultural registrado através de lei federal em 2004 e decretado em 2005 como Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Unesco.

Um tambor que não é somente um tambor. O tambor é o ressoar das vozes ancestrais do povo negro e sua cultura. O tambor é um convite ao encontro, a roda, a celebração. O tambor é símbolo de resistência secular. O tambor é expressão das religiosidades de matriz africana. O tambor carrega em si o valor de tradições. Este tambor foi apreendido de uma roda de samba em pleno carnaval, após a apresentação do Maracatu Arrasta Ilha. Cidadãs e cidadãos - em praça pública - reverenciando em roda, com alegria, os seus tambores e palmas, entoando cantos foram abordados pela polícia militar em nome da ordem. Uma ordem onde a ancestralidade, as tradições culturais afrobrasileras, às referências às religiões de matriz africana e o patrimônio imaterial são perseguidos há séculos.

Como não lembrar diante deste tambor apreendido de toda a história de repressão às manifestações culturais afrobrasileiras!?

E diante dessa cena da prisão do tambor, além da violência simbólica - calar e prender um tambor - e físicas - com spray de pimenta - emitido no rosto dos cidadãos que quiseram dialogar com a polícia de forma pacífica para impedir a prisão do tambor algumas questões surgem:

Se tomarmos como referência a lei municipal complementar CMF nº003/1999 que foi a justificativa de prisão do tambor, podemos observar no artigo 9º desta mesma lei que por ocasião do Carnaval e nas comemorações do Ano Novo são toleradas, excepcionalmente, aquelas manifestações tradicionais normalmente proibidas por esta Lei Complementar. Dessa maneira como a Polícia Militar pode ainda continuar com um tambor retido, se ela própria violou a legislação, que utilizou como justificativa para prisão do instrumento?

E as perguntas não cessam…

Por que o Maracatu Arrasta Ilha, mesmo tendo um alvará expedido por um órgão público para realizar seu carnaval, teve que na sexta, dia 24 de fevereiro de 2017, durante o seu cortejo, negociar a continuidade da sua passagem na Rua Arcipreste Paiva com um policial, já que o espaço apesar de bloqueado com cones, estava reservado aos blocos de carnaval de rua da cidade?

Por que desde 2012, a cara do carnaval de Floripa é cada vez a do funk e música eletrônica, sem o reconhecimento e valorização de blocos e eventos tradicionais que já existem há anos na cidade, com espaços públicos loteados para empresas da iniciativa privada, que tem por objetivo primeiro a exploração comercial de sua marca e segundo com o discurso de segurança da população?

Em que momento a prefeitura de Florianópolis consultou à população da cidade e os grupos culturais aqui existentes sobre como desejavam que fosse feita a celebração do Carnaval 2017?

Nós do Maracatu Arrasta Ilha acreditamos no diálogo e respeito na construção de uma sociedade com cidadãos, onde possamos expressar e equilibrar nossa cultura de transformação social, meio ambiente saudável e paz. Esperamos sinceramente essas respostas, pois não existe nação sem patrimônios. Esses patrimônios têm que ser respeitados e valorizados, independente da ordem e progresso que instituições públicas queiram colocar para os cidadãos.

Seguimos na certeza da nossa compreensão da cultura afrobrasileira como constituinte desse país e por tamanha valoração e reconhecimento não vamos deixar nossos tambores se calarem!

Libertem o tambor!

Maracatu Arrasta Ilha



Epilogo